Meu sonho sempre foi conhecer a Suíça. Mas… de qual brasileiro não é, né?
Só que eu tinha uma “condição”: eu não queria conhecer a Suíça correndo. Eu via aquele passeio super recomendado do Bernina Express saindo da região de Milão e, sim, parecia lindo. Mas também vi muita gente falando que, no fim, você passa por paisagens incríveis… e vai embora sem sentir a Suíça de verdade.
Eu queria acordar na Suíça. Ver neve na janela. Andar sem pressa. Sentir o silêncio da montanha. E foi aí que começou minha saga.
O plano original: Bernina Express
(Bonito, mas rápido demais para o meu sonho)
Eu já estava na Itália (fiz voluntariado em Asti, no norte — assunto para outro post), voltei para Milão e comecei a pesquisar onde me hospedar na Suíça. Só que a realidade bateu: hostels e hotéis estavam muito caros.
Teve pesquisa minha que deu vontade de fechar o notebook: duas diárias passavam fácil de R$ 1.500 para duas pessoas. E eu pensei: “Ok, a Suíça é meu sonho… mas eu não preciso sofrer por ele.”
Foi quando, por indicação de outros viajantes, eu descobri o HomeExchange.
O que mudou tudo: HomeExchange
(A ferramenta que me deu uma Suíça “de verdade”)
O HomeExchange funciona como uma comunidade de troca de casas e também por pontos (GuestPoints): tem gente que troca casa com casa, e tem gente que hospeda usando pontos — e foi essa lógica que me salvou.
Na prática, é assim:
- Você entra na plataforma e vê acomodações reais (casas, apês, chalés) de membros.
- Dependendo do tipo de troca, você pode usar GuestPoints (uma “moeda” interna) para ficar hospedado.
- E dá para conseguir pontos por diferentes formas (inclusive com indicação).
Eu sei que parece “bom demais”, então eu também fui com o pé atrás. Mas fui pesquisando, vendo relatos, entendendo como a comunidade funciona… e decidi arriscar.

Resultado:
Uma semana hospedado nos Alpes Suíços. E, sinceramente, foi uma das melhores experiências da minha vida.
Quanto eu paguei na real?
No final, eu e meu amigo pagamos em média R$ 250 por pessoa para essa semana — e ainda me sobraram pontos para usar em outras cidades depois (spoiler: Paris e Bruxelas).
E agora vem a parte importante:
Este post tem link de indicação. Se você entrar no HomeExchange pelo meu link, você pode ganhar bônus de GuestPoints (e eu também), o que ajuda muito a baratear as primeiras hospedagens.
Meu link de indicação: Ganhe bônus de GuestPoints no Home Exchange aqui!
Meu roteiro: Milão → Sion (Suíça) → Les Haudères → La Forclaz
Eu saí de Milão de trem rumo a Sion, no cantão de Valais. Eu comprei o Eurail Pass (tenho o de 10 dias de trem para usar em até 2 meses — depois vou fazer um post só sobre isso) e, além do passe, pagamos €15 de reserva/assento naquele trecho.
O trajeto já foi um evento: paisagens lindas, aquela ansiedade de criança, e eu pensando “caraca… tô indo mesmo”.
Chegando em Sion: a vida real apareceu (e apareceu quebrando)
Em Sion, pegamos ônibus para Les Haudères Centre e depois outro até La Forclaz.
E aqui vem o plot twist: o primeiro ônibus quebrou. Sim. E a gente ficou 2 horas esperando o próximo.
Eu poderia ter ficado estressado — mas eu estava tão feliz de estar indo para os Alpes que, sei lá… eu só aceitei. Às vezes a viagem testa a gente antes de entregar o presente.
Como eu comprei bilhete de transporte na Suíça
A gente comprou bilhete pelo app SBB Mobile: você coloca origem, destino, e ele calcula o valor. Já aviso: é tudo caro. Mas o app ajuda demais a não se perder, e a Suíça funciona muito bem no transporte.
Dica que vale ouro: dentro do SBB Mobile existe o EasyRide, que você “liga” antes de embarcar e “desliga” quando termina — e o sistema calcula o melhor preço do dia conforme o trajeto. (Eu não usei o tempo todo, mas é uma funcionalidade boa para quem vai fazer muitos deslocamentos.)
Les Haudères: o caminho mais lindo que eu dormi (de tão cansado)
Quando finalmente seguimos viagem, o caminho até Les Haudères foi absurdo de lindo. Eu levei cerca de 1 hora… e eu estava tão cansado que eu dormi no ônibus.
Sim, eu dormi num dos caminhos mais mágicos da minha vida. Acho que relaxei, né? (kkkk)
Chegando lá, o ônibus até La Forclaz ainda demoraria uns 50 minutos, e a gente decidiu ir pela trilha — subindo a montanha.
E assim, já chegamos com uma “experiência Suíça raiz”: neve, subida, mochila, e a sensação de estar dentro de um filme.
A casa na vila: “as fotos falam por si só”
Quando chegamos na nossa casa temporária… eu travei.
Era tudo tão bonito, tão silencioso, tão perfeito, que parecia mentira. Eu esperava conhecer a Suíça. Mas não assim. Foi melhor do que eu imaginei.
Fiquei uma semana nessa vila. Não tinha mercado perto. Para comprar coisa, era trilha descendo e depois subindo — ou ônibus. Só que a gente quase sempre ia pela trilha, porque, sinceramente? Era uma imersão completa.
Era aquele tipo de viagem que não é só “turismo”. É vida real. Você come, anda, sente frio, ouve o silêncio, aprende o ritmo do lugar.
E foi aí que eu entendi: eu não queria “ver” a Suíça. Eu queria viver a Suíça.

Se você quer fazer parecido: comece por aqui
Se você também sonha com a Suíça, mas não quer fazer isso gastando uma fortuna em hotel, eu recomendo pelo menos testar o HomeExchange e ver se faz sentido para seu estilo de viagem.
Use meu link de indicação do HomeExchange aqui:
Você pode ganhar bônus de GuestPoints ao entrar por um link de convite (isso ajuda bastante a baratear a primeira hospedagem), e eu também ganho pontos — o que me ajuda a continuar viajando e trazendo esses roteiros reais para você.



Minha dica final (de amigo mesmo)
Não trate isso como “um app”. Trate como uma estratégia de viagem:
- você reduz hospedagem,
- coloca esse dinheiro em experiências,
- e viaja mais tempo (que é o que faz a viagem valer).
Se você quiser, eu também posso montar um roteiro completo no estilo que eu fiz (Milão + Suíça “de verdade”, com logística, apps, dicas e economia). É só me chamar.
Até o próximo post. E se você ler isso aqui um antes de dormir: imagina acordar com neve na janela. Agora imagina pagar caro por um bate-volta e ir embora no mesmo dia. Eu sei qual escolha eu faria de novo.
Até breve viajerossss 🙂


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